domingo, 16 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Revolta na Perca
Penso em vários motivos. Encontro muitos e subitamente não encontro nenhum. É duro este exercício de tentar tirar significado dum passado fragmentado. Pensei em tempos que me faria sentido. Agora, sei-o, não tem sentido algum.
E depois há o vazio. É ingente. Tem sido preenchido pela revolta imensa que me consome nos momentos que me esqueço de ser o "eu diplomata" ou o "eu construção social". E vivo intrigada com isto. Com o princípio, o meio, e o fim. Com as palavras, as ditas e as que ficaram por dizer. Com o que sinto, com o que deixei de sentir, com o que temo que nunca mais vá sentir. Contigo, o meu erro mais crasso, que me está a custar tanto a digerir. Com as tuas mentiras e a vida que nos planeaste (?) onde me destruí de forma lenta e voluntária.
Certeza tenho apenas que me levaram uma parte de mim. Levaste-a contigo. Não o devia ter permitido, mas alguém, com genuínos dotes de prestidigitador, conseguiu levá-la consigo e deixou-me um qualquer coelho branco para me entreter. Entreguei a menina à pessoa errada e não me perdoo por isso.
É o choro dela que me alimenta esta revolta imensa. Não sei ao certo para onde a levaram, não sei se conseguirei recuperá-la. O que me falta é apenas e tão somente isso: a menina que me habitava. Ela é o meu mundo, mas aquele que poucos conhecem.
Já dizia V.F. para não ignorares a criança que vive em ti. E estava certo. Com ela foram os meus sonhos, as minhas esperanças, os meus sorrisos. Com ela partiu o que eu tinha de mais inocente e genuíno. O luto que faço é mais por ela do que por mim, que deveria ter sido bastante mais assertiva do que fui.
O meu tesouro mais bem guardado foi-me retirado duma só vez, num golpe lancinante. Não me apercebi a tempo. Estou perdida como nunca estive. A mulher à procura da menina, sem rumo. Porque era a menina que ensinava o rumo à mulher. Porque o sentir estava com ela, e o pensar estava comigo.
Julguei que eras um menino, mas não. És apenas um ser humano falso, carente e desequilibrado, a funcionar pela teoria dos sucedâneos. Mas guardo de ti imagens de um falso menino que me angustiam profundamente e me fazem acreditar, com convicção, que jamais conseguirei ter alguém assim. Porque aquilo que eras foi formatado por mim, ponto por ponto. Como fazê-lo de novo? E tudo mentira. Fragmentos de uma criação tão pura esvoaçam agora em memórias que me obrigo a esquecer.
Gostava de poder ser essa menina outra vez, para que, nos intervalos em que sou mulher, pudesse voltar a ser feliz.
E tenho um aperto enorme no peito porque, acima de tudo, falhei a mim própria, quando precisei de mim.
Miguel Torga - Exortação
"Em nome do teu nome,
Que é viril,
E leal,
E limpo, na concisa brevidade —
Homem, lembra-te bem!
Sê viril,
E leal,
E limpo, na concisa condição.
Traz à compreensão
Todos os sentimentos recalcados
De que te sentes dono envergonhado;
Leva, dourado,
O sol da consciência
As íntimas funduras do teu ser,
Onde moram
Esses monstros que temes enfrentar.
Os leões da caverna só devoram
Quem os ouve rugir e se recusa a entrar.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Arco-Íris na Perca

Hoje deixo-vos uma breve reflexão.
Em boa verdade, o que sempre me intrigou foi nunca conseguir ver um arco-íris completo, mas apenas a sua visão parcelar. Nunca consegui balizá-lo. Nunca acedi ao todo, apenas a uma (qualquer) parte. Isto causava-me uma certa sensação de "incompleto".
Mais tarde, noutros raciocínios subsequentes, constatei que também não lhe conseguia ver o fim (que, segundo alguns livros que li na infância, seria um local longínquo e teria por lá tesouros).
Hoje consigo perceber que o arco-íris poderá efectivamente ter um fim, mas não determinado por mim, ou pelos meus critérios visuais. Princípio e fim são, neste particular, duas dimensões que dependem intrinsecamente duma outra: a perspectiva de onde se observa.
Mas honestamente, já pouco importa. Contento-me com estas reflexões carregadas de cinza, como diria fs1. Porque afinal o que agora me prende a atenção no arco-íris são efectivamente as suas cores, e não as explicações esotéricas e as racionalidades afins em que me esgotei ao longo dos tempos.
Hoje a vida já não é uma equação (x+y = z), é todo um sistema de equações que o universo preparou para mim e não, nem nunca terei, sabedoria para resolver. Devo aceitar o curso da vida, apenas isso, tudo o que afinal nunca soube fazer, sempre a querer predizer o que não tem predição possível.
E pensando em tudo isto, o Arco-Íris. É nele que encontro o colorido que perdi em mim, e há uma certa nostalgia nisso. Traz-me mais de passado do que de futuro esta constatação, e isso preocupa-me. Mas, como referi noutro texto, esta é apenas a evidência duma esperança esgotada, dissipada ao longo dos anos em que estive entretida a fingir ser quem não sou. Sobrou-me apenas alguma (pouca) vontade para me votar a certas reflexões retóricas, como esta, espaçadamente.
Talvez por isso me detenha com questões menores, porque a vida exige muito mais de mim do que a minha existência monocromática terá para dar presentemente. Ainda assim, começo a temer seriamente que o arco-íris que habitava em mim tenha partido para sempre, ou que alguém o tenha levado sem pedir, que é o mais certo.
Um dia irradiei um arco-íris. Hoje, votada ao lúgubre mundo do cinza, espero ao menos que alguma nuvem simpática me acolha.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Reboot
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Reflexão de Outuno

domingo, 18 de abril de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Deus tem observado suas lutas - O Genuíno
"Deus tem visto suas Lutas.
Deus diz que elas estão chegando ao fim.
Uma bençao está vindo em sua direção.
Se você crê em Deus, por favor envie esta mensagem para 20 amigos.
Não ignore, vc está sendo Testado!!!!
Se acredita em Deus envia esta mensagem a 20 pessoas,
se rejeitar lembre Jesus disse:
"se me negas entre os homens, te negarei diante do pai "
Dentro de 4 minutos te dirão uma noticia boa."
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A Raposa by Saint Exupéry - Parte II
"Mas a raposa voltou à sua ideia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."
Isn't that cute? Pelos vistos, outras raposas existem muitas...
domingo, 13 de dezembro de 2009
A Raposa by Saint Exupéry
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
| |
| - Que quer dizer "cativar"? |
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incómodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
(...)
-Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."
Acho que este texto merece ser objecto de reflexão! Em breve colocarei o resto da história.
sábado, 28 de novembro de 2009
Ausência da PERCA

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Indignação na PERCA
Esta súbita incompatibilidade com os pastes suscita-me algumas questões e muita perplexidade!
terça-feira, 2 de junho de 2009
A Atracção na PERCA
"Factor Atracção
Existe algo que me põe a pensar de tempos em tempos, o factor atracção. Algo muito subjectivo mas que ao mesmo tempo tem intervenção muito específica de diversas áreas.
Em termos científicos as pessoas atraem-se pelo seu fenótipo, as semelhanças na estrutura física presentes no corpo: o traçado do nariz, a cor da pele, a cintura, as mãos entre outros. Para alem do fenotipo existe os odores, algo que aparentemente pode ser sinistro, mas não o é, feromonas, as famosas que têm um papel muito importante, um odor muito subliminar mas que é um chamariz para o sexo oposto.
Em termos sociais, sociologicamente falando afirma-se que as relações que duram têm origem em núcleos próximos, ou seja, grupo de amigos, escola, local de trabalho, local onde uma pessoa mora.
Em termos psicológicos, a escolha é feita pelas escolhas previamente incutidas (a escolha perfeita).
E depois temos os aspectos subjectivos os gostos de cada um.
Assim sendo, a atracção é algo difícil de definir e é algo que se torna bastante perigoso e nefasto, contudo quando a escolha é a correcta os efeitos são completamente opostos.
Quando pondero, sobre todos estes pontos, e tendo em conta que o ser humano é insatisfeito por natureza, acho que a roleta russa traz resultados mais concretos e definitivos."
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Desporto na PERCA
"Resultados de ter iniciado corridas
Após algumas corridas, ou para muita gente consideradas tentativas, acho que é algo que deva ser partilhado com os restantes.
Sou obrigada a dizer que eu devo ter um ascendente sinistro nas pessoas que me rodeiam.
A 1ª corrida reporta-se ao ano passado. Ia eu muito bem na minha “corrida” (já a morrer e a desacelerar) e há um senhor de bicicleta, a fazer o sentido oposto, que se lembra de dizer algo como: “Oh, a correr assim nunca mais lá chega”… A verdade é que no dia a seguir tinha um novo andar (também, quem me manda abusar) … as corridas nesse ano começaram e acabaram no mesmo dia.
Este ano, para variar, deu-me a travadinha e lá voltei a pensar que tinha que me por em forma. Das 4 vezes que corri, das 4 vezes que aconteceram coisas sinistras.
Da 1ª vez apanho com um senhor, na casa dos 50, em sentido oposto a dizer (que me apanhou na altura em que ia reiniciar a corrida) de uma forma enérgica: “Sim senhora… vamos lá… toca a correr”.
Da 2ª vez apanho um grupo de 3 blacks, da minha idade, a quererem fazer-me companhia. O mais manhoso/chefe mete-se comigo com o seguinte monólogo: “Então cansada? (eu acenava que sim), “Então eu acompanho-te e vamos os dois, o que me dizes?” (Ai tive de responder dizendo: ah e tal, já perdi o fôlego. Já não corro mais hoje). E ele segue a marcha. Mal ele se afasta oiço um senhor: “então menina, ele queria companhia, não?”. Eu com uma vontade de rir nem olhei e continuei em frente.
Da 3ª vez apanho 3 blacks (miúdos) sentados num banco de jardim, e a fazer comentários audíveis das corredoras. A que passou á minha frente teve o prazer de ouvir algo como: “ Nem a correr irás perder a gordura”, e eu já a antecipar confusão, já me estava a mentalizar e a respirar fundo para não me rir, e quando passo por eles, eles dizem algo como:”esta não, deixa-a passar, shiu”.
Bem, depois de tanta confusão dia após dia, pensei: “Vou convencer alguém a correr comigo!” Então lá comecei a pensar qual seria a melhor vitima para me acompanhar. E após sim’s e não’s, lá convenci 1 rapaz, fumador por sinal, e o que é que se pode fazer logo? Começar a desancar e a dizer que ele ia ser envergonhado por mim. E ele cada vez com mais vontade de correr. Até que acaba por dizer: “sim, vou!” E eu a pensar para mim: “ É desta que vai haver barracas”. Não sabia eu do que estava para vir…
Na hora combinada lá estava ele equipado á minha espera, ele sugeriu um outro percurso, por sinal muito maior, mas eu com fé a dizer: “eu não aguento isso, mas na boa!”. Passados 2 minutos de corrida lá estava eu a parar, e ele: “Só isto?! Saio eu de casa com a promessa de suar e passados 2 minutos paras! E eu é que sou o fumador!”, “queres começar a fumar?”. Resumindo fui gozada durante a corrida toda. Pensei eu: “Pronto, não sou gozada por estranhos, sou gozada por conhecidos”… mas a parte mais sinistra foi quando ele me pediu para passar no VG … eu traumatizada de entrar de fato de treino no VG, mas não foi o pior. O sinistro foi quando estávamos a locomover para a saída, e fomos abordados por 1 senhor que pretendia o preenchimento de 1 questionário. O rapaz para não sair mal da imagem lá respondeu às perguntas. Aconteceu perguntas como: “E costuma vir com a sua amiga, desculpe namorada?” (e eu a respirar fundo e ele meio constrangido). Chegou a 1 ponto que o entrevistador pergunta:” Têm filhos?” Eu nesse momento respirei fundo para não rir. O rapaz virado para mim responde: “Ainda não temos, não é amor!” e com tanta acefalia junta eu respondo: “ Bem, mas também é tudo uma questão de tempo!” O questionário lá terminou, e o dia decorrida também.
Após esta última corrida o tempo mudou e eu, como atleta sazonal que se preze, com tempo mau não há desporto.
Contudo espero melhorias no tempo, para voltar ás corridas, prometendo reportar, se houver, novas sagas."
sábado, 18 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Noitada na PERCA - Round 2
" Noitada estranha
Eu sei que parece perseguição mas sempre que saiu com uma pessoa em especial (cujo nome no revelarei porque não preciso LOLOL) coisas estranhas acontecem. Fica no ar a dúvida de quem mete “mau-olhado”.
Ora bem, o objectivo desta noitada era sair com as amiguinhas de mestrado da amiga, e até aqui a historia é boa… mas fica-se só na intenção.
Na hora prevista lá estava eu prontinha como reza a história. Entro no carro e começa a primeira descarga de acontecimentos de “há e tal afinal em vez de irem 2 desconheçidas… há e tal vem mais gente” altura em que eu pensei “quantos mais melhor é da forma que se monta a barraca mais depressa”. Éramos 3 no carro em rumo ao local combinado.
As coisas começaram logo muito bem em que a gente espera pelas amiguinhas no café e as ditas cujas entram na disco sem a gente. Depois de telefonemas para cá e para lá tivemos como resposta “Há e tal a gente já se encontra cá dentro e é preciso convite que nós não temos… mas … tentem entrar!!!” Epá tentem entrar, há a referir que as amiguinhas entraram após terem chamado um estivador amigo; sim supostas senhoras de bem!!! a confraternizarem com estivadores. Mas fora tudo isto as 3 da vida “airada” fazem o que elas pedem…quando não é o nosso espanto quando elas se encontravam já cá fora. Eu nessa altura pensei …uiii passou-se algo de manhoso….mas como eu estava redondamente enganada.
Não sei que tipo de ascendente a minha amiga tinha sobre elas … mas não deve ser bom … porque tanto eu como a outra amiga estranha ao grupinho fomos completamente ignoradas ate ao ponto de passarem 5 minutos de conversa e nós as duas já agora “ há e tal BOA NOITE!”; algo que foi completamente ignorado e com direito a caras de “ tipo morram” ou “talk to the hand” e nós a pensar “epá vão cheirar mal longe” (amor à primeira vista como se pode comprovar). A verdade é que Elas foram-se embora mas para nota informativa elas eram a razão da saída mas naquela é tudo numa boa!!!...
Acabamos por não entrar nessa tal disco de onde elas saíram e fomos para outra…Nesta nova disco entramos sem pagar (e ainda bem porque a musica não valia nada) …supostamente tinha mais de uma pista para escolha mas era tudo mais do mesmo. Este local para não fugir à regra tinha a entrada em tons de preto e pouca luz (não sei se querem poupar ou rir de alguém a cair das escadas… fica a suspeita no ar).
Fomos para o piso intermédio e epá medo… mas que raio de musica… foi um tédio… nós fomos ficando e ficando na esperança que a musica iria melhorar… eu sei que a um dado momento em que estava tão entendiada dancei (com alguma coreografia) o thriller do Michael Jackson… sim é o medo total. Para alem de estar completamente sóbria…ainda consegui fazer figuras sinistras...quer dizer eu fiz de múmia mas também antes desta música parecia uma múmia… Confere não alterei a postura LOLOLOLOL. Após músicas sinistras e visionamentos de roupa interior piramo-nos. Na vinda ainda demos trabalho à bófia como compete … eles que morram de trabalho desnecessário….
Mais tarde ouvimos dizer que ouve festa de arromba (num sentido literal) após a nossa saída…Confere nós somos elementos estabilizadores LOLOLOLOL.
Aqui fica alguns comentários para a posteriori:
1.Colegas enfezadas por natureza não mudam de um dia para o outro
2.Juntar pessoas diferentes acaba sempre por ser o melhor mesmo que no fim resulte em dispersão.
3.Quando a musica é má ou se muda de local ou o espírito tem de ser mesmo bom para acompanhar.
4.Onde estão as discos que passem músicas como: Pitbull-krazy; Micky Green-Oh; Shaggy-Mr. Bombastic, Joe Cocker - You Can Leave Your Hat On, Buraca som Sistema enfim musicas com sonoridades manhosas para danças de todo o interesse? Enfim…"

