O single do novo album
domingo, 31 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
fairy_morgaine
Muitas vezes as pessoas questionam-me o porquê da minha pele: fairy_morgaine.
Pensam elas que as fadas são queridas e meigas e sorridentes. Pequeninas e frágeis. Não sabem ainda que as fadas são imensas. E voláteis.
No meu mundo, as fadas são caprichosas. Podem amar e podem desprezar. Podem ajudar mas também podem não o fazer e aguardar pacientemente por uma viragem inóspita do destino.
Recolhem-se em flores, vivem em árvores, na terra molhada. Conhecem a terra, respiram vida. Pulsam com o pulsar da energia do Universo. São pouco pacientes com as mesquinhices do ser humano. Acham graça a situações que poucas pessoas acham. Podem não achar graça a tudo o resto.
No meu mundo, as fadas podem acordar um dia com muita vontade de serem boas e no dia seguinte com muita vontade de não serem nada em peculiar. As fadas não são boas ou más. Esses são conceitos que não se aplicam a elas. Têm, isso sim, um senso de humor peculiar e regem-se por regras diferentes das do mundo humano. São travessas.
As fadas não são belas ou feias. A definição de beleza não se aplica a estes seres. Podem ser belos ou horrendos, de acordo com o que o ser humano espera ver. Ou de acordo com o que ser humano reflecte nelas.
Morgaine. A irmã de Arthur, eternamente condenada a ser o catalisador da queda de Camelot, do final do reino. Mas não porque tenha feito algo nesse sentido. Apenas porque alguém teria que ter esse papel e a vida testou-a. Morgaine, a forte. Morgaine, a frágil. Morgaine, a errada. Morgaine. Tão ela e tão pouco ela. Sempre em fuga do inevitável, sempre angustiada, sempre com o coração retorcido de dor e mágoa de tudo o que lhe estaria reservado.
Morgaine amou Arthur. Como a um irmão e como a um homem. Morgaine amou Arthur e abandonou esse amor porque esperou que essa fosse a atitude mais correcta. Existirão correctos? Incorrectos? Morgaine, a filha das fadas. Tão bela e ainda assim, tão comum.
Morgaine, a das fadas. Morgaine, a fada. Morgaine, a rocha, o mar, o lago, o início e o fim.
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Reflexões
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Destino (tempos em que te esqueci)
Tempos houve que te esqueci,
entretida com o fiar do destino.
Nesses tempos, o azul era tão vermelho
e o espaço era bafiento.
Perdi-me dentro de mim mesma.
Iluminada pela ilusão do conforto
e da segurança de uma ponte
movediça. Perdi-me dentro das minhas
esperanças vãs e do som gasto
da minha voz a pronunciar nomes que
já não sei. Tempos houve
em que me esqueci. Perdida
num arco-íris de dimensões não-minhas.
Desses tempos guardo uma cicatriz
profunda e um sorriso rasgado.
Como te encontrei no final dessa estrada?
Como é que o teu corpo desaguou no meu?
Tempos houve em que te esqueci.
Recordo esses tempos. Todos os dias.
A cada sol. Lembro-me todos os dias
dos tempos em que te esqueci.
entretida com o fiar do destino.
Nesses tempos, o azul era tão vermelho
e o espaço era bafiento.
Perdi-me dentro de mim mesma.
Iluminada pela ilusão do conforto
e da segurança de uma ponte
movediça. Perdi-me dentro das minhas
esperanças vãs e do som gasto
da minha voz a pronunciar nomes que
já não sei. Tempos houve
em que me esqueci. Perdida
num arco-íris de dimensões não-minhas.
Desses tempos guardo uma cicatriz
profunda e um sorriso rasgado.
Como te encontrei no final dessa estrada?
Como é que o teu corpo desaguou no meu?
Tempos houve em que te esqueci.
Recordo esses tempos. Todos os dias.
A cada sol. Lembro-me todos os dias
dos tempos em que te esqueci.
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Poesia
domingo, 24 de maio de 2009
Soturnidade
O conhecimento do teu corpo e das tuas marcas
revela as soturnidades do teu espaço
quando reflectido nos meus dedos frágeis.
Meu reflexo, meu som, meu sorriso
inóspito. As mulheres que atravessam
o teu coração não sabem nem sonham
a violência silenciosa do teu cansaço.
Esperam, no desespero triste da despedida
que o teu dia amanheça mais claro e mais
solarengo. Conquistam-te com mentiras surdas.
Acreditam na redenção da tua alma.
Talvez um dia elas descubram,
como eu descobri, coberta do teu sangue
e da tua saliva, que saber-te não é sinónimo
de te possuir. Afinal, meu irmão, minha alma gémea,
meu amor, meu amante, meu eterno amado
eu não te conheço porque não te possuo.
Meramente sinto as batidas do teu coração
nas minhas veias.
As tuas palavras nos meus lábios.
Os teus sentires na minha pele.
As tuas mágoas. Os teus esgares. Os teus dedos.
Na minha garganta.
revela as soturnidades do teu espaço
quando reflectido nos meus dedos frágeis.
Meu reflexo, meu som, meu sorriso
inóspito. As mulheres que atravessam
o teu coração não sabem nem sonham
a violência silenciosa do teu cansaço.
Esperam, no desespero triste da despedida
que o teu dia amanheça mais claro e mais
solarengo. Conquistam-te com mentiras surdas.
Acreditam na redenção da tua alma.
Talvez um dia elas descubram,
como eu descobri, coberta do teu sangue
e da tua saliva, que saber-te não é sinónimo
de te possuir. Afinal, meu irmão, minha alma gémea,
meu amor, meu amante, meu eterno amado
eu não te conheço porque não te possuo.
Meramente sinto as batidas do teu coração
nas minhas veias.
As tuas palavras nos meus lábios.
Os teus sentires na minha pele.
As tuas mágoas. Os teus esgares. Os teus dedos.
Na minha garganta.
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Poesia
quarta-feira, 20 de maio de 2009
As Escolhas da Perca - Avril Lavigne
Gosto bastante desta moçinha, embora ande desaparecida em combate :)
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Música
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